ARQUIVOS DE ADALBERTO PESSOA

26 de junho de 2010

A Quinta Força (Parte 8) – Resumo sobre Psicologia e Espiritismo

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A Psicologia Espírita

A Psicologia Espírita se define como a ciência que estuda a alma humana. Enquanto tal fundamenta-se nas contribuições conjuntas das principais pesquisas no campo da Psicologia Contemporânea e na Ciência Espírita Moderna.

Algumas notações oferecidas por Facure (1999) podem ser úteis aqui. Para esse autor, a Medicina lida muito de perto com o sofrimento e com o ser humano na sua mais profunda intimidade, e por isso tem no seu próprio conteúdo a necessidade de mais esclarecimentos para justificar a causa de tanto desajuste e o porque de tanta complexidade na alma humana. Tomando isso como válido também para a Psicologia, e retomando os argumentos do autor, observamos que “ A existência de Deus e a identificação da Alma, reconhecida pela sua imortalidade e suas experiências em vidas sucessivas, são paradigmas indispensáveis” sempre que a Medicina e a Psicologia, pretenderem se esclarecer sobre o porque da dor, sobre a desigualdade aparente dos sofrimentos, sobre quem somos e “porque as nossas ações de hoje trazem repercussões no nosso amanhã, assim como o nosso ontem nos trouxe a paz ou a intranqüilidade de hoje”.

É nesse sentido, que a Psicologia Espírita avança, ainda, alguns passos a mais que a Psicologia Transpessoal, apesar dessa ser a abordagem – entre as “Quatro Grandes Forças” – que mais se aproxima da visão espiritista. A Psicologia Espírita realmente reconhece sem limitações, as implicações contingentes ao conceito de alma, e à existência de uma dimensão espiritual com leis próprias de funcionamento.

O Espiritismo, como costuma enfatizar a literatura específica (Kardec, 1868; Argollo, 1994) , caminha lado a lado com a ciência. Assim, temos que o Espiritismo ensina que a alma percebe as sensações, cria as suas idéias, elabora seus pensamentos e transmite pela linguagem os seus desejos, e o corpo físico nada mais é que o veículo que seguirá o caminho que a alma lhe determinar, caminhando adiante ou tropeçando nas enfermidades de acordo com o controle ou o desatino que nossos desejos exigirem. Paralelamente, a medicina psicossomática das últimas décadas e a neuropsicoimunologia de hoje nos propõem a cuidarmos da mente, selecionarmos os nossos pensamentos e a controlarmos nossos desejos para aumentarmos as defesas e a proteção imunológica do nosso corpo (Facure, 1999).

O Espiritismo nos esclarece que nossa alma se liga ao corpo pelo perispírito que lhe permite transitar no mundo material e no mundo dos espíritos, onde podemos vivenciar realidades diferentes em cada uma destas dimensões. Por sua vez, a psiquiatria moderna, estudando pacientes terminais ou recuperados de estados comatosos, catalogou inúmeros exemplos de experiências fora do corpo com relatos vibrantes de uma percepção muito ampliada da realidade (Facure, 1999). Esses dados também são confirmados por Halevi (1990).

Podemos então observar, segundo Facure (1999), que títulos novos estão redescrevendo, por exemplo, na área médica, fenômenos que a literatura Espírita relata com detalhes há um século e meio. Conclui o autor, “… A Parapsicologia fala em fenômenos psigama, a Psiquiatria em experiências de quase morte, a Psicologia em controle pela mente e a Psicobiofísica em estímulo do sistema neuropsicoimunológico. São ainda versões acanhadas que tingem de leve um conteúdo doutrinário extraordinário que vislumbramos ao abrirmos de vez as portas para as realidades do mundo espiritual. Por enquanto, nos parece que estes pesquisadores estão conseguindo apenas pequenas sondagens que lhes proporcionam amostras miúdas de um universo de conhecimentos bem mais amplo”.

O Espiritismo segundo o autor, no seu corpo doutrinário, contém todo o texto deste novo Paradigma de Deus, da Alma e da Espiritualidade, que a Medicina e a Psicologia, deverão ler por extenso com o decorrer do tempo.

Conceitos Básicos do Espiritismo

Tentar definir o Espiritismo e debater os seus conceitos, sem discorrer, mesmo que resumidamente sobre o seu desenvolvimento histórico, pode ser um redutivismo que impeça a adequada apreciação do alcance global da Doutrina. O Espiritismo surgiu oficialmente em 18 de abril de 1857, com a primeira edição de “O Livro dos Espíritos”, que viria a alterar muitos dos conceitos então vigentes, com relação a Deus, à imortalidade da alma, à reencarnação, à comunicação com os mortos e, principalmente, ao mundo dos Espíritos.

“Escrito na forma dialogada da Filosofia Clássica, em linguagem clara e simples, para divulgação popular” – segundo o professor e filósofo José Herculano Pires – o Livro dos Espíritos é um “verdadeiro tratado filosófico que começa pela Metafísica, desenvolvendo em novas perspectivas a Ontologia, a Sociologia, a Psicologia, a Ética e, estabelecendo as ligações históricas de todas as fases da evolução humana em seus aspectos biológico, psíquico, social e espiritual”.

Em princípio, o Espiritismo é filosofia, com raízes profundas na própria tradição filosófica, a partir das escolas gregas. Por esta razão, Sócrates e Platão figuram na Codificação como precursores do Cristianismo e, por conseguinte, do Espiritismo. O “Livro dos Espíritos” fora até mesmo escrito na forma dos diálogos de Platão: perguntas e respostas. Nesse momento, Kardec propõe que a força da Doutrina Espírita repousa sobre a sua filosofia, e no “apelo que faz à razão e ao bom senso”.

Ao publicar posteriormente, “O que é o Espiritismo”, Kardec afirma: “O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os espíritos; como filosofia, compreende todas as conseqüências morais que emanam dessas mesmas relações”. E conclui definindo com precisão: “O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal”.

Amplia-se, portanto, nessa ocasião o conceito de Espiritismo, incluindo a sua natureza científica, composta por duas partes: uma experimental, sobre as manifestações em geral e outra filosófica, sobre as manifestações inteligentes. Ambos os casos apresentam como base do conhecimento a fenomenologia mediúnica, coroada pelo ensinamento dado pelos Espíritos, em sua ênfase da análise das Leis Naturais que regem a relação dos Espíritos com o mundo dito material.

Finalmente, como terceiro aspecto da Doutrina Espírita, surge o aspecto religioso, que Kardec deixou para o final de sua missão. Neste aspecto, porém, o Espiritismo é muito diferente das religiões tradicionais, institucionalizadas e com um sistema de administração centralizador e hierarquizado. Na verdade, quando se fala de Religião Espírita, o que se quer dizer ou referir é o sentimento religioso, de ligação com a natureza transcendental de Deus, sentimento esse, correlacionado ao exercício da razão – daí a idéia de fé raciocinada, reflexiva “que se apóia nos fatos e na lógica e não deixa nenhuma obscuridade: crê-se porque se tem certeza, e só está certo quando se compreendeu”. É incentivado um ceticismo saudável, relativo, flexível e tolerante, que não exclui a assimilação de novos fatos, e é gradativamente superado, por uma que é construída, pouco a pouco, com o exercício da razão e o cultivo da sensibilidade – por isso mesmo, é uma fé cuja convicção é obtida com o seu próprio amadurecimento e prática, e não através de imposições levianas ou uma aceitação cega por qualquer postulado que se imponha. O indivíduo não se fecha sobre sistemas dogmáticos. Não se trata, portanto de uma religião caracterizada essencialmente por cultos exteriores, sacramentos, idolatrias, e mesmo rituais, mas de “Religião, propriamente considerada como sistema de crescimento da alma para celeste comunhão com o Espírito Divino”, nas sábias palavras do Espírito Emmanuel.

De forma geral, o Espiritismo é muito mal compreendido pelo público em geral, e às vezes, até pelos próprios Espíritas. A razão disso envolve desde amplo desconhecimento dos fundamentos da doutrina dos Espíritos, até o preconceito, ou simplesmente, o orgulho mesmo. Seja como for, o Espiritismo possui uma filosofia que lhe oferece rigor e fundamento, uma fenomenologia empírica e experimental que lhe confere o status de ciência, e uma série de implicações morais e sócio-espirituais, que a legitimam como uma religião. A complexidade da doutrina Espírita revela-se por vários indicadores; como costuma afirmar Allan Kardec, para se conseguir uma adequada compreensão da doutrina Espírita, são necessários muitos anos de estudo, reflexão e dedicação. Ninguém consegue compreender o alcance das implicações espíritas, em apenas algumas horas, ou mesmo, alguns meses.

         Allan Kardec foi o codificador da Doutrina Espírita. O verdadeiro nome de Allan Kardec era Hyppolyte Leon Denizard Rivail. Allan Kardec, segundo supunha Rivail, teria sido seu nome em uma de suas encarnações anteriores na Terra, como sacerdote druida. Denizard Rivail, nasceu em Lyon, França, às 19 horas do dia 3 de outubro de 1804. De família católica, sua mãe era prendada e afável e seu pai juiz.

Rivail foi uma pessoa que deu muito valor para questões como racionalidade, lógica e intelectualidade. Foi, por exemplo, um escritor exímio. Muito disso, se deve ao seu percurso escolar. Ele realizou seus primeiros estudos em Lyon, e aos dez anos foi enviado a Yverdun, Suíça, para a escola modelo da Europa: o Instituto de Educação fundado em 1805 pelo grande educador Johan Heinrich Pestalozzi (1746-1827), cuja filosofia pedagógica pregava que “o amor é o eterno fundamento da educação” e que “a intuição é a fonte de todos os conhecimentos”.

Convivendo com professores calvinistas e luteranos, Rivail aprendia que a verdadeira essência da religião não se encontra em qualquer caráter institucional ou na hierarquia de posição e poder, mas sim na qualidade subjetiva do amor, da intuição, da fé e da moralidade, pilares do que hoje constitui a noção de “Reforma Íntima” no Espiritismo.

Assim, Denizard Rivail começava a formar um objetivo pessoal de contribuir para a realização de uma reforma religiosa, que tivesse o propósito de unificar as outras crenças e religiões, oferecendo a chave para isso através da lógica e da razão, em um sistema que respondesse às questões mais profundas e filosóficas da humanidade. Integrar ciência e religião, fundamentado em consistente base filosófica – esse era o seu objetivo… e de fato, ELE CONSEGUIU!

Em 1822, retornando da Suíça para Paris, em 1823, Denizard inicia-se nos conhecimentos das teorias de Mesmer, Doutor da Universidade de Viena. Aos 50 anos de idade, como foi dito, Rivail era um talentoso escritor. Com 22 livros escritos, era membro de Instituições Científicas, da Academia de ciência de Arras, professor de cursos técnicos, e discípulo de Pestalozzi. Poliglota, conhecia bem o alemão, inglês, holandês, tinha sólidos conhecimentos do latim, grego, gaulês e algumas línguas neolatinas. Considera-se, porém, que o Espiritismo não é obra realmente de Allan Kardec (ou Denizard Rivail). Segundo os Espíritas, ele foi apenas o codificador da Doutrina Espírita, ou seja, ele apenas cuidou de organizar, traduzir e tornar compreensível e acessível o conhecimento que lhe foi transmitido pelas entidades denominadas Espíritos.

Como síntese de conhecimento humano, a Doutrina vem estruturada sob a forma de ciência, filosofia e religião. Podemos, então, definir o Espiritismo como uma complexa doutrina científica, filosófica e religiosa, proposta por Allan Kardec, na 2ª metade do século XIX, como uma compilação de informações reveladas por espíritos, através de comunicação mediúnica, e que tratam de assuntos profundos relacionados ao homem, ao Universo e a Deus.

 Entre os conceitos e idéias principais da doutrina, ensinam os Espíritos que somos seres imortais, criados por Deus, sujeitos , como todos os seres da natureza, a um processo evolutivo que visa o progresso incessante de todas as criaturas, sem exceção e sem retrocesso, que se fundamenta nas leis de reencarnação (Facure,1999).

A reencarnação, no estágio evolutivo em que nos encontramos, ocorre sempre na espécie humana, em qualquer sexo ou etnia. O nascimento não representa o início da vida, nem a morte o seu fim. Tanto o nascimento como a morte física obedecem desígnios de objetivos superiores visando o aprimoramento contínuo, segundo critérios da mais absoluta justiça. Prevalece para todos, de modo infalível, a lei universal de ação e reação.

A natureza física do corpo é para o ser humano apenas uma de suas expressões. O corpo físico nos permite interagir no ambiente material onde estamos inseridos. Cada um de nós, no entanto, é uma entidade espiritual organizada e independente, que sobrevive à morte e que se aperfeiçoa nos diversos corpos físicos que vai tendo oportunidade de utilizar com as reencarnações (Facure, 1999). Trocando em miúdos, pode-se dizer que não somos seres carnais que vivem experiências espirituais esporádicas, mas sim que somos seres espirituais imortais, com milhares de anos, que vivem em relação ao infinito, algumas experiências carnais, representadas pelos finitos períodos de encarnação, até o estágio evolutivo em que não precisemos mais reencarnar.

A união do corpo físico carnal com o espírito, que é sempre o senhor de nossas ações, se processa através de um organismo intermediário de constituição “semimaterial” chamado perispírito ou corpo espiritual.

Nas propriedades deste corpo intermediário (perispírito) justifica-se toda uma série de fenômenos de intercâmbio entre nós e o mundo espiritual e nos aponta para uma linha de pesquisa fundamental para o esclarecimento das doenças humanas.

São chamados de fenômenos mediúnicos certas manifestações de efeitos físicos ou intelectuais que os espíritos desencarnados provocam através de pessoas dotadas de condições especiais, por isso denominadas de médiuns. O corpo espiritual desses médiuns amplia sensibilidades específicas para possibilitar este tipo de manifestação. Uma grande parte desta fenomenologia Espírita é estudada pela Parapsicologia.

Os espíritos desencarnados habitam o mundo espiritual que, de certa forma nos envolve, expandido porém, em dimensões inacessíveis às nossas limitações materiais. No mundo espiritual, conservamos o perispírito que, na dependência da nossa conveniência, repete a aparência do corpo físico que possuímos quando encarnados.

Os espíritos convivem constantemente conosco, atuando sobre nossos procedimentos, tanto física como moralmente, através de sugestões. Eles mantêm uma atuação ou influenciação direta sobre nós, na dependência da nossa aceitação e assimilação, conforme princípios dialéticos de sintonia e afinidade.

No mundo espiritual prevalecem também, para a afinidade e convivência entre os espíritos, os mesmos princípios segundo os quais o que aproxima ou afasta os espíritos entre si é o padrão vibratório (mental) que depende do grau de evolução espiritual de cada um. Para cada estágio evolutivo corresponde determinado padrão de vibração mental que, por sintonia, aproxima espíritos de padrão vibratório semelhante.

Há em todo o Universo um elemento fundamental, que o Espiritismo denomina “Fluido Cósmico Universal”, de onde se originam todos os elementos tanto do mundo material como do mundo espiritual.

Uma vez criadas as condições físicas adequadas, a matéria orgânica preparada na Terra recebeu o Princípio Vital que possibilitou o desenvolvimento da vida no planeta. O Princípio Vital foi se expandindo em cada ser vivo, à medida que os organismos iam se aprimorando sob os efeitos de seleção que a evolução exigia.

Ao mesmo tempo, o elemento espiritual primordial foi adquirindo complexidade até o desabrochar da consciência e da inteligência que permitiriam a incursão da espécie humana na Terra.

A energia emanante do espírito é o pensamento. Como fonte plasmadora de idéias o pensamento é capaz de agregar elementos do Fluido Cósmico, construindo um material “idealizado” que constrói o ambiente espiritual em torno de nós. As imagens mentais produzidas pelo pensamento de toda a humanidade criam, em torno do planeta, uma atmosfera espiritual condizente com o teor destes pensamentos (Facure, 1999).


·       Aspectos da Constituição Física e Espiritual do Homem

A literatura Espírita registra três elementos fundamentais na constituição do ser humano, segundo Facure (1999):

1)    O Espírito, nosso eu inteligente, dotado de competência para criar as idéias e manter a unidade do organismo;

2)    O corpo físico, estruturado a partir do aglomerado celular que o compõe e que sustenta seu estado de vitalidade às custas do Princípio Vital que emana do Criador;

3)    O perispírito, um organismo intermediário que possibilita a atuação no corpo físico, da energia que emana do espírito.

Kardec (1859), expõe esses mesmos três conceitos  da seguinte maneira:

1)    “A Alma ou o Espírito, princípio inteligente onde residem o pensamento, a vontade e o senso moral”;

2)    “O corpo, envoltório material que põe o Espírito em relação com o mundo exterior”.

3)    “O perispírito, envoltório leve, imponderável, que serve de laço intermediário entre o Espírito e o corpo”. 

Kardec faz uma distinção, porém, afirmando que é mais “exato reservar a palavra alma para designar o princípio inteligente” e a palavra Espírito para o ser “semi-material” (na verdade, o que chamamos de “Espírito desencarnado”) constituído pela Alma e o corpo fluídico (ou perispírito).

Teríamos, então, o seguinte modelo esquemático:

·         Espírito = Alma (princípio psíquico consciente e inconsciente) + Perispírito (corpo fluídico ou configuração energética complexa do homem).

O autor explica que como “… não se pode conceber o princípio inteligente (Alma) destituído completamente de matéria (perispírito), nem o perispírito sem estar animado pelo princípio inteligente, as palavras Alma e Espírito são, no uso comum, indistintamente empregadas, originando a figura que consiste em tomar a parte pelo todo…”; Kardec, então, conclui que “filosoficamente, entretanto, é preciso estabelecer essa distinção”.

Essa distinção filosófica, inclusive é fundamental para distinguirmos a Psicologia Espírita do Espiritismo propriamente dito, e também para realizarmos algumas revisões conceituais: vimos que a união da alma (princípio inteligente, na acepção de Kardec), do perispírito e do corpo material, constitui o homem. Após a morte do corpo orgânico, o Espírito se liberta, e assim temos que separado do corpo, a alma e o perispírito (ou corpo fluídico) constituem o ser denominado Espírito.

Assim, concluímos que:

1.     O objeto de estudo da Psicologia Espírita é a alma humana, que Kardec (1859) e Facure (1999) definem como um “princípio inteligente”.

2.      O corpo físico, é objeto de estudo das ciências biológicas, de um modo geral.

3.      O Espírito (=Alma + Perispírito), por sua vez, é o objeto de estudo do Espiritismo. Essa demarcação geral, porém, não deve ser considerada “ao pé da letra”, já que cada ramo de conhecimento, nas suas particularidades, estudam o homem integral, relacionando-se entre si, e assim, cada área de pesquisa precisa se interar do objeto de estudo do outro, em contexto interdisciplinar.

Há ainda uma observação a realizar. A conceituação da Alma como um princípio inteligente, não é mais apropriada para o nível de conhecimento que a pesquisa em Psicologia Moderna já fez avançar, já que seja qual for o conceito de inteligência que se adote, esse é apenas um dos atributos cognitivos da Alma, e que não expressam a totalidade de sua essência. Aliás, isso já era considerado pelo Espiritismo, como podemos observar em O livro dos Espíritos (questões nº 23 e 24). A Alma seria melhor conceituada como o princípio psíquico do ser humano. Sendo a psique, objeto de estudo da Psicologia, ficaria à cargo dessa ciência a sua descrição e caracterização. Conseqüentemente, teríamos nas teorias de Personalidade da Psicologia, o efetivo estudo da Alma Humana, pois o conceito de Personalidade identifica aquilo que existe de mais relativamente estável na subjetividade, demarcando a individualidade. Esses elementos estáveis da subjetividade, portanto, permitem a associação entre os conceitos de personalidade, psique e Alma; mas não esclarece ainda, a natureza íntima (divina) da Alma, sendo necessário para tanto, a assimilação das descobertas Espíritas que forem ocorrendo com o tempo.  No mais, a complexidade do conceito de psique (alma), é providencial o suficiente para assimilar o objeto de estudo de todas as outras abordagens teóricas em Psicologia. Com o conceito de Alma, enquanto princípio psíquico do ser, a Psicologia Espírita pode englobar o estudo do comportamento humano (Behaviorismo), do inconsciente (Psicanálise), da subjetividade (Psicologia Humanista) e da Espiritualidade (Psicologia Transpessoal).

Voltando à questão da constituição física e espiritual do homem, vamos analisar uma série de aspectos, tomando um trecho de Allan Kardec (1868) em sua obra “A Gênese”. Afirmou, o autor que:

“O Espírito…” (ou melhor, a Alma) “…pela sua essência espiritual, é um ‘ser’ indefinido, abstrato, que não pode ter uma ação direta sobre a matéria, sendo-lhe necessário um intermediário; esse intermediário está no envoltório fluídico que faz, de alguma sorte, parte integrante do Espírito, envoltório ‘semi-material’, quer dizer, tendo da matéria por sua origem e da espiritualidade por sua natureza etérea; como toda  matéria, ela é haurida no Fluido Cósmico Universal, que sofre nessa circunstância, uma modificação especial. Esse envoltório, designado sob o nome de perispírito, de um ‘ser abstrato’, faz um ser concreto, definido, perceptível pelo pensamento; ele o torna apto para agir sobre a matéria tangível, do mesmo modo que todos os fluidos imponderáveis, que são, como se sabe, os mais poderosos motores”.

Por isso, em outra ocasião (Kardec, 1857), já havia afirmado: “Os Espíritos não são, pois, seres abstratos, vagos e indefinidos, mas concretos e circunscritos”.

O fluido perispiritual – continua o autor – é o traço de união entre o Espírito e a matéria.  Durante a sua união com o corpo, é o veículo de seu pensamento, para transmitir o movimento às diferentes partes do organismo que agem sob o impulso de sua vontade, e para repercutir no Espírito as sensações produzidas pelos agentes exteriores. Ele tem por fio condutor os nervos, como no telégrafo o fluido elétrico tem por condutor o fio metálico.

Quando o Espírito deve se encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que não é outra coisa senão uma expansão do perispírito liga-o ao germe para o qual se acha atraído, por uma força irresistível, desde o momento da concepção. À medida que o germe se desenvolve, o laço se aperta; sob a influência do “princípio vital material do germe”, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula à molécula, com o corpo que se forma:  de onde se pode dizer que o Espírito, por intermédio de seu perispírito, toma, de alguma sorte, raiz nesse germe, como uma planta na terra. Quando o germe está inteiramente desenvolvido, a união é completa, e então, ele nasce para a vida exterior.

Por um efeito contrário, essa união do perispírito e da matéria carnal que se cumprira sob a influência do princípio vital do germe, quando esse princípio deixa de agir, em conseqüência da desorganização do corpo, a união, que era mantida por uma força atuante, cessa quando essa força deixa de agir; então o perispírito se desliga, molécula a molécula, como estava unido, e o Espírito se entrega à sua liberdade (lembremos, que aqui, o Espírito é constituído pelo “princípio psíquico”, ou Alma, e pelo corpo fluídico ou perispírito).

A morte do corpo orgânico causa a partida do Espírito (o vice-verso, não é verdadeiro), que em geral, não ocorre de imediato, mas sim de forma inconsciente e gradativa, molécula à molécula. Esse processo de separação chama-se desencarne, e não deve ser confundido com o conceito de morte, que é o desgaste completo do corpo físico biológico, e precede o processo de desencarne. Enfatizamos que a saída  do Espírito, do corpo físico, não causa a morte, e mesmo é um fenômeno comum, por exemplo, no sono, quando adormecidos, nós sonhamos.

A extinção do “princípio vital” com a morte do corpo biológico, e a manutenção  da integridade do Espírito após a morte, é uma evidência de que o “Princípio Vital” e o “Princípio Espiritual”  são duas coisas distintas. Assim, melhor conceituando, temos que a morte é o esgotamento completo do corpo biológico, até a extinção do Princípio Vital. Já o Princípio Espiritual, é uma propriedade do perispírito, que regula todas as suas capacidades e mecanismos de atuação, incluindo o ligamento e o desligamento da Alma ao corpo biológico.

Vimos, então, que após a morte, o espírito desencarnado continua dispondo do perispírito para a sua apresentação. Consultando a bibliografia Espírita moderna (Facure, 1999), encontramos que embora tenha fundamentalmente a mesma natureza, há diferenças na disposição orgânica do perispírito, no homem enquanto encarnado, e no espírito desencarnado no mundo espiritual.

O perispírito tem natureza coloidal que lhe faculta propriedades eletromagnéticas sutilmente sensíveis à energia mental  emitida pelo espírito que o controla. A ligação entre o perispírito e o corpo físico se processa na intimidade das ligações de partículas subatômicas ao nível das quais não se distingue os limites precisos onde termina o corpo físico e onde se inicia o corpo espiritual.

A natureza do perispírito é dita “semi-material”, pela falta de terminologia mais adequada, e não difere dos mesmos elementos fundamentais que organizam nosso mundo físico. A diferença em comprimentos de onda em que se expressa a matéria física e a matéria espiritual é que as expõe em “realidades diferentes”, e é esse fato que legitima a observação defendida por várias teorias gnósticas e adeptos do atual Paradigma Holístico, de que em realidade, não existe separação entre espírito e matéria (sobre isso, voltarei mais tarde, quando discorrer sobre Filosofia e Paradigma Holístico).

O corpo espiritual (ou perispírito) exerce um papel plasmador e estruturador da forma física que o corpo humano assume durante a vida. Pelo conhecimento espírita, sabemos que as mudanças evolutivas que foram transformando os organismos vivos na Terra, foram programadas e articuladas primordialmente nos corpos espirituais, antes de se processarem, por conseqüência inevitável, nos organismos que a biologia terrena desenvolveu. Esse conhecimento também foi assimilado na gnose e na Filosofia Holística, sob a designação de “Modelos Organizadores Biológicos” (MOB) que são, em realidade, outra denominação para os corpos espirituais que servem de “molde” para a aparência dos corpos físicos, e teve tal terminologia proposta inicialmente por Hernani Guimarães Andrade, no corpo teórico da sua ciência denominada Psicobiofísica.

Prevalece no perispírito (ou Modelo Organizador Biológico) do homem encarnado a mesma composição celular e disposição dos órgãos físicos. Enquanto o corpo humano atua como fator limitante da expressão plena do potencial espiritual de cada um, o perispírito registra e acumula toda experiência de nossas múltiplas encarnações, além de dispor, de forma expandida, de todas as percepções da alma (sabemos que o Espírito, através do perispírito, pode ver, sentir ou ouvir com as mãos ou com qualquer outra parte do corpo).

Como foi dito, o corpo atua como fator limitante da expressão plena do espírito. Segundo a Psicologia Espírita, hipotetiza-se que a mente instrumentaliza o cérebro para sua inserção no mundo físico e que o cérebro não pode conter toda a potencialidade da mente, se a considerarmos como espírito que vivenciou múltiplas experiências em vidas sucessivas. Assim, podemos conjeturar que, hoje, nós somos apenas aquilo que nosso cérebro nos permite estar sendo, e não tudo aquilo que nosso espírito é ou já foi.

Vale aqui, discorrer sobre as funções cerebrais que falam a favor da existência de um espírito imortal: do ponto de vista neurológico, sabemos que as funções de comando motor e de registro das diversas formas de sensibilidade já estão bem desenhadas nos textos básicos de neurologia. Já conhecemos também as vias principais de organização da linguagem em suas diversas formas. Identificamos funções complexas como o circuito límbico para as emoções, a percepção gnóstica dos objetos no seu contexto viso-espacial, a programação seqüenciada dos gestos nas realizações de atos práxicos, automatizados e programados cronologicamente, entre tantas outras funções de engenhosidade e complexidade deslumbrantes. Ficam, porém, questões fundamentais sem respostas nos chamados circuitos neurais. Assim, a simples identificação de funções específicas em certas áreas cerebrais, bem como sua integração com áreas de associação, não tem sido suficiente para propor um paradigma unificado para explicar a natureza da mente (Facure, 1999).

Fatos corriqueiros que qualquer um de nós podem vivenciar escapam por completo a uma justificativa exclusivamente física para a sua interpretação: (1) mal sabemos definir o porque das nossas escolhas ou das nossas preferências no dia-a-dia; (2) a todo instante somos envolvidos por pressentimentos com clara percepção de acontecimentos futuros; (3) quando somos submetidos a uma certa expectativa, os aparelhos de registro neurofisiológicos detectam, em nosso cérebro, um chamado potencial de prontidão que ainda não sabemos de onde nasce ou que circuito neurológico arma esta estratégia de antecipação; (4) a nossa mente organiza uma imagem corporal que nos permite vivenciar experiências com o mundo físico de maneira totalmente desapercebida por nós no dia-a-dia. A complexidade da relação do nosso sistema nervoso com o restante do nosso organismo poderia, de alguma forma, nos fragmentar em diversos departamentos e, no entanto, a mente consegue estruturar-se dentro de um contexto em que somos um único indivíduo, um Eu indivisível (Facure, 1999).

Mais do que isso, (5) periodicamente todos os elementos moleculares do corpo biológico são substituídos no período de alguns meses, ou seja, em torno de um ano e meio, em média, sempre formamos um “novo corpo”; apesar disso, sempre conseguimos manter uma espécie de “essência” de forma e individualidade, um Eu físico e psíquico, abstraível de algumas modificações flexíveis, dinâmicas e adaptativas inevitáveis e contingentes à constituição estável apreensível. Em suma, nós assimilamos modificações físicas e psíquicas, mas mantemos uma “essência individual de identificação”.

Nossa visão do mundo e da realidade que nos cerca é egocêntrica, permitindo-nos vivenciar as experiências de uma maneira individual, tirando dos estímulos que nos atingem uma interpretação pessoal e criando um conceito das pessoas e das coisas independentemente das mudanças que estas podem vir a apresentar. Assim, nossa mente faz sempre uma composição da realidade com aquilo que pensa ter percebido e não necessariamente com as qualidades das coisas ou das pessoas. Não ocorre na mente uma simples recepção de estímulos, mas uma interpretação subjetiva do que se percebeu.

Cada objeto que nos atinge nos impressiona não só pelo que nos imprime nos sentidos, mas também, pelo que nos provoca na mente ao desencadear e florescer imagens e idéias na mente. O mundo por nós vivido é essencialmente um mundo “sonhado” e “imaginado” (Jung, diria, “fantasiado”) em nossa mente. Por isto, podemos compreender que, quando nossa memória nos permite lembrar de um objeto ou de um acontecimento, na verdade estamos recordando aquilo que pensamos ter visto ou vivenciado e não o que realmente era ou realmente aconteceu.

Esta complexidade de funções da mente justificam, dentro de certos limites epistemológicos relativos, uma concepção dualista do cérebro e da mente, reconhecendo-nos como espíritos imortais acumulando experiências que se repetem em múltiplas encarnações obedecendo a um destino que nos predispõe a evoluir sempre (Facure, 1999).


·       Os Chacras no Hinduísmo ou Centros Vitais no Espiritismo

Para finalizar esse resumo sobre a caracterização da constituição Física e Espiritual do homem, será abordado o tema dos centros vitais no perispírito, conceito que os hindus conheciam como chacras. Essa matéria foi bem elaborada pelo Espírito André Luiz, no livro “Evolução em Dois Mundos” psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

André Luiz designa o perispírito por termos sinônimos como corpo espiritual ou psicossoma. Assim, sugere que os centros vitais ou chacras (segundo a terminologia hindu) localizam-se no psicossoma, no qual existe “… todo o equipamento de recursos automáticos que governam as bilhões de entidades microscópicas a serviço da Inteligência, nos círculos de ação em que nos demoramos, recursos esses adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da evolução anímica” (Luiz, 1958).

É aqui, que o conceito de cadeias comportamentais (proposta pela visão funcionalista da abordagem comportamental behaviorista em Psicologia) amplia a noção evolutiva presente no Espiritismo, em sua conexão com o conceito de evolução proposto por Darwin. Os mecanismos de ação e reação espiritistas são compreendidos no contexto de um modelo skinneriano de seleção por conseqüenciação, ao longo de infinitas reencarnações do princípio espiritual ou do Espírito. Este se desenvolve ao longo de variadas cadeias comportamentais, multideterminadas e multivariadas, interligadas dentro de cada encarnação e de uma encarnação para outra, de modo infinito e ilimitado.

Os centros vitais, encontram-se, assim, nesse processo evolutivo infinito, entrelaçados no psicossoma e, consequentemente, no corpo físico , por redes plexiformes.

Os centros vitais, segundo André Luiz, são os seguintes:

1)    Centro Coronário : rege a atividade funcional dos órgãos corporais. Instalado – segundo o autor espiritual – na região central do cérebro, é a sede da mente, e centro que assimila os estímulos do Plano Superior, orientando a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada;

2)     Centro cerebral contíguo ao coronário : possui influência decisiva sobre os demais centros secundários, governando o córtex encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endócrinas e administrando o sistema nervoso, em toda a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo, desde os neurônios sensitivos até as células efetoras; 

3)    Centro Laríngeo : controlando notadamente a respiração e a fonação;

4)    Centro Cardíaco : dirigindo a emotividade e a circulação das forças de base;

5)    Centro Esplênico : determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hepático, dentro das variações de meio e volume sangüíneo;

6)    Centro Gástrico : responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluídicos penetrando-nos a organização;

7)    Centro Genésico : guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas.

Segundo André Luiz, temos particularmente no centro coronário o ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas (ou biocorporais) organizadas. Dele parte, desse modo, a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta.

A mente elabora as criações que fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incube-se automaticamente de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as conseqüências felizes ou infelizes de sua motivação consciencial no campo do destino (ou melhor, do seu caminho de vida).

É importante salientar aqui, a diferença dos conceitos de corpo mental e corpo espiritual. Para definirmos de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que ele não é reflexo do corpo físico, porque, na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio – corpo espiritual – retrata em si, o corpo mental que lhe preside a formação. O corpo mental, assinalado experimentalmente por diversos estudiosos espíritas, é o envoltório sutil da mente. O corpo espiritual, por sua vez, é o perispírito ou psicossoma.

Segundo André Luiz, do ponto de vista da constituição e função em que se caracteriza na esfera imediata ao trabalho  do homem, após a morte (do corpo biocorporal ou fisiopsicossomático), é o corpo espiritual (psicossoma ou perispírito) o veículo físico por excelência, com sua estrutura eletromagnética, algo modificado no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos de acordo, porém, com as aquisições da mente (ou do corpo mental)  que o maneja.

Todas as alterações que apresenta, depois do estágio berço-túmulo, verificam-se na base da conduta espiritual da criatura que se despede do arcabouço terrestre para continuar a jornada evolutiva nos domínios da experiência.

Claro está – segundo o autor – que é o psicossoma, o santuário vivo em que a consciência imortal prossegue em manifestação incessante, além do sepulcro, formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à feição das partículas colóides, com a respectiva carga elétrica comportando-se no espaço segundo a sua condição específica, e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta.

Pesquisando assim, a estrutura mental das células (sabemos que a estrutura “semimaterial” do perispírito é constituída por igual número de células existentes no nosso corpo fisiopsicossomático, sendo que as células do perispírito, por não se reproduzirem, não apresentam núcleo celular – as células do nosso corpo biológico são, portanto, moldadas no plano perispiritual, antes de se manifestarem no nosso plano físico sensível), André Luiz discorre acerca dos fluidos que integram o corpo espiritual de manifestação, todos imersos no Fluido Cósmico Universal, essência da matéria prima ou – segundo suas palavras – “Hausto Corpuscular de Deus”, de que se compõe a base do Universo. Compete-se aqui assinalar, sobre o fluido cósmico ou plasma divino, que esse é a força em que todos vivemos, nos ângulos variados da Natureza, motivo pelo qual já se afirmou com toda a razão, que “em Deus nos movemos e existimos”. 

Nesse nível, outros aspectos do psicossoma e da relação geral de integração Cérebro-Mente-Corpo e Espírito devem ser analisados. Antes, porém, passemos pelo estudo da história das mais importantes conquistas recentes e conceitos da física, da biologia e da Parapsicologia, bem como da filosofia, que apóiam toda essa construção teórica.

 (continua …)

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