ARQUIVOS DE ADALBERTO PESSOA

22 de junho de 2010

Livro/Monografia (Parte 1) – A Quinta Força (introdução)

Filed under: Espiritualidade,Filosofia,Psicologia — arquivosdeadalberto @ 1:33

ESTUDOS INICIÁTICOS DE PSICOLOGIA ESPÍRITA

Reflexões Históricas, Filosóficas, Científicas e Religiosas

Universidade de São Paulo (USP)

e

Instituto Pineal-Mind

Adalberto Ricardo Pessoa

Psicólogo Clínico

Curso de Pós-Graduação Lato-Sensu: “Bases Biofísicas e Epistemológicas da Integração Cérebro-Mente-Corpo-Espírito”
Docente e Orientador: Dr. Sérgio Felipe de Oliveira

Introdução

         Quando entrei em contato com o Espiritismo pela primeira vez, aos dezoito anos, deparei-me com a sua definição enquanto integração de filosofia, ciência e religião, com o objetivo de explicar diversos ensinamentos sobre o ser humano, o Universo e Deus, por parte de exposições oferecidas por diversos Espíritos em conjunto.

         Em um primeiro contato, achei que muitas das revelações realizadas por essas entidades pareciam ser bastante lógicas e coerentes, e (1) por um lado, deduzi que esses ensinamentos poderiam ter conseqüências surpreendentes sobre a maneira de enxergarmos o mundo e a realidade, juntamente com o seu poder transformador e (2) por outro lado, questionei se realmente o Espiritismo poderia ser definido como uma ciência, como era falado na referida obra – O que é o Espiritismo, de Allan Kardec. Ao mesmo tempo, não entendia como idéias tão transformadoras pareciam não fazer parte do debate científico atual.

         Quando entrei na faculdade de Psicologia na USP, um dos meus objetivos era aprender todos os parâmetros acadêmicos para se analisar quando um determinado conjunto de conhecimentos pode ser considerado positiva ou negativamente como legitimamente científicos. Prestei muita atenção às matérias de metodologia científica, o discurso vigente, e os argumentos alternativos lançados.

         Particularmente, sempre me interessei por assuntos que são de certa forma “tabus” para a mentalidade acadêmica ortodoxa, tais como a Astrologia, as Terapias Alternativas e o próprio Espiritismo.

         Na faculdade descobri diversos parâmetros importantes para discernir quando um material é científico ou não. Um dos aspectos importantes foi a observação de que – diferente do que muitos pensam – não existe um conceito único de ciência, mas sim pelo menos três conceitos vigentes (um experimental, outro clínico e outro fenomenológico), entre outros conceitos ditos “alternativos”.

         Cada conceito, por sua vez, precisa estar alicerçado em alguma corrente filosófica predominante. Ou seja, a Filosofia ganha uma importância fundamental para legitimar o que venha a ser uma ciência ou não. Esse campo de conhecimento oferece o rigor epistemológico e a fundamentação consistente para cada definição de ciência concernente. Em outras palavras, cada definição de ciência é condicionada por uma teoria ou visão filosófica que lhe é peculiar. O conhecimento da filosofia específica que define uma dada visão científica, bem como da referida filosofia que embasa as outras visões científicas, é fundamental para que o cientista se coloque de forma crítica e criativa sobre a sua própria área de saber. Porém, é desconsolável observar que esse comportamento é apresentado por uma parcela muito reduzida dos cientistas, fazendo com que a filosofia seja uma área de conhecimento considerada por um grupo muito reduzido de intelectuais, dentro de uma classe social que já é uma elite em termos de números percentuais na população global. Ou seja, os poucos cientistas que possuem algum embasamento filosófico (e que, portanto, desenvolvem uma capacidade de reflexão realmente crítica) são uma elite dentro da já elitizada classe intelectual científica.  

         Quando se trata de analisar certos campos de conhecimento humano, isso acaba gerando como conseqüência, muitos debates infrutíferos entre acadêmicos de diferentes áreas, imprecisões conceituais de todos os tipos, e a geração de obstáculos à produção de conhecimentos realmente inovadores. Devido a falta de análise crítico-filosófica de determinados preconceitos, muitos pesquisadores preferem manter suas “pesquisas” limitadas à “mesmice” de conclusões exaustivamente já reconfirmadas, que se apresentam na visão desses cientistas, mais seguras.

Quando a ciência realiza uma descoberta, leva-se um certo tempo para o meio científico assimilar esse novo conhecimento. Mesmo com a tecnologia atual – por exemplo, a Internet – que acelera o processo de divulgação do conhecimento, devemos observar que quando se fala de sua aceitação e assimilação, a história é outra.  Depois de sua divulgação, outros pesquisadores precisam realizar novos estudos para corroborarem ou refutarem essas novas conclusões, e a atitude de resistência baseada no preconceito e falta de análise crítica dos cientistas muitas vezes atrapalham todo o processo de produção e validação de conhecimento.

Tais argumentos não objetivam a defesa da idéia de que os cientistas devam aceitar tudo o que é falado. Hoje em dia, muita coisa sem sentido é defendida como verdadeira, sob a alegação fetichista de se tratar aquele conhecimento de um postulado científico, apenas para lhe atribuir maior validade. Entretanto, uma atitude pré-estabelecida de rejeição de novos conhecimentos, sem antes se fazer uma análise cuidadosa dos argumentos que os embasam, não é realmente uma atitude científica progressista, característica considerada implícita ao pensamento científico. 

Uma das áreas de conhecimento ainda rejeitadas pela ciência acadêmica, diz respeito ao campo das chamadas “terapias alternativas”. Sabe-se que muita coisa sem sentido é referendada nesse campo de conhecimento, e isso deve ser rejeitado mesmo, pelo meio científico (de preferência com estudos que demonstrem para a população, porque aquele “conhecimento” é pernicioso).

Mas há também, alguns estudos muitos bem fundamentados dentro do campo das terapias alternativas, e muitas vezes a resistência arbitrária do chamado meio científico “oficial” acaba sendo um obstáculo para a absorção de um conhecimento que poderia ajudar muitas pessoas. Assim, muitas das descobertas que possuem um bom potencial de serem válidas, úteis e eficazes, acabam caindo na mão de profissionais desqualificados. Como esses últimos não estão preocupados com a adequada fundamentação e desenvolvimento do conhecimento gerado, mais alternativas de péssima qualidade permanecem sendo oferecidas à população especialmente desavisada. Assim, com o seu ceticismo ideológico, o meio científico muitas vezes ao invés de impedir, acaba contribuindo para piorar ainda mais a situação.

         Com essas idéias em mente eu entrei em contato com o Espiritismo, e pesquisei as relações entre essa Doutrina e a Ciência formal. Concluí que existe “dois tipos de Espiritismo”.  Um falsificado e outro legítimo. Infelizmente, o falsificado é o mais conhecido e difundido, e é constituído por sistemas, crendices e “associados” que se baseiam em muitos postulados totalmente desconexos e sem sentido, articulados especialmente pelo imaginário popular, leigos e enfim, pelo senso comum. Aliás, na “tribo” da chamada “Cultura Alternativa”, para a maioria dos seus participantes, é dessa forma que se processa a elaboração de idéias e conceitos.

Há, porém, um outro tipo de Espiritismo, muito mais sério, fundamentado, lógico, coerente… e enfim, válido. Do mesmo modo, no campo das culturas alternativas, também são encontrados sistemas assim constituídos.

Certamente, o leitor deve realizar a pergunta sobre como distinguir então o que é válido do que não é. E para tal resposta complexa, um primeiro elemento a destacar é que a ciência propriamente dita, possui um papel analítico fundamental, por possuir todo o ferramental para “separar o joio do trigo”, mas apenas quando consegue se postar sobre uma atitude simultânea de abertura e de rigorosa análise crítica.

         Normalmente esse processo pode começar pela pesquisa da adequada bibliografia bem fundamentada, e da visitação dos centros de pesquisa mais confiáveis sobre tais assuntos. Um pouco de bom-senso, aliada à intuição, racionalidade e disposição, são necessários. O treino e a experiência serão os ingredientes de validação daquilo que é constatado. E talvez, até um pouco de “sorte” seja necessário.

         Descobri então que a Ciência Espírita realmente existe, e ela está inclusive bem avançada, tanto em termos de repertório teórico quanto em termos de tecnologia. Descobri elementos semelhantes no campo da Tecnologia aplicada às Terapias (“ditas”) Alternativas, e observei o quanto esses dois campos de conhecimento são complementares. Na verdade, a terminologia correta para as “Terapias Alternativas” deve ser Terapias Complementares.

         Duas instituições parecem se destacar no meio intelectual Espírita, como a AMA (Associação Médico-Espírita) e a ABRAPE (Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas), esta última da qual, inclusive, faço parte. Boa parte dessa dissertação foi produzida com base em conhecimentos produzidos nessas instituições.

         Deparei-me com profissionais bastante articulados com a sua posição. Um deles é o professor José Herculano Pires. Como afirma o jornalista Altamirando Carneiro, no livro No limiar do Amanhã – Lições de Espiritismo, Herculano Pires foi “um extraordinário talento, quer como jornalista e escritor, quer como filósofo ou tradutor das Obras Básicas da Codificação Espírita, de Allan Kardec”. Em 1958 bacharelou-se em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), e pela mesma licenciou-se publicando uma tese intitulada: O Ser e a Serenidade. Foi professor de Filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara, SP. Autor de 81 livros de Filosofia, Ensaios, História, Psicologia, Ficção, Poesia, Espiritismo e Parapsicologia, a maioria deles foi dedicada ao estudo e à divulgação da Doutrina Espírita, vários em parceria com o médium Francisco Cândido Xavier. Na década de 70, Herculano participou de inúmeros debates na televisão, inclusive na TV Cultura, canal 2.

         Kardec, como sabemos é o Codificador da Doutrina Espírita. A fundação da doutrina não é o seu mérito, mas sim dos Espíritos que lhe ofereceram um conjunto de revelações num dado contexto histórico. Como tal, Kardec organizou esses ensinamentos (em outras palavras, os codificou para o entendimento público), e lançou as bases da Filosofia, da Ciência e da Religião Espírita. Do mesmo modo como uma ciência como a Psicanálise atual não pode ter o seu entendimento restrito aos postulados do seu criador – Sigmund Freud – também o Espiritismo já não pode ser limitado às considerações de Allan Kardec. Ambas as ciências, progressivas como são todas as ciências, evoluíram muito desde a sua fundação. Seus autores originais, porém, continuam com o mérito de serem geniais fundadores de uma linha de pensamento clássico, que são a base para a compreensão da literatura moderna sobre ambas as ciências. Herculano Pires é, assim, o principal nome moderno da Filosofia Espírita Contemporânea no Brasil, desenvolvendo e ampliando temas arrolados pela Codificação Original. Muitos conceitos foram revisados, alguns modificados outros aprimorados.

          Como afirma Zilli (2001), desde a sua implantação no Brasil, no século XIX, o Espiritismo tem se constituído como um fenômeno de grande relevância, destacando-se inclusive, em termos de mundo. A autora considera haver, porém, uma deficiência de estudos teóricos do Kardecismo no Brasil, havendo a necessidade de maior número de trabalhos acadêmicos que abordem o lado científico da Doutrina. Como o Brasil é um país com fortes necessidades sociais, a autora acredita que o aspecto de assistência social tenha sido priorizado em detrimento do científico.

         Porém, recentemente diversas iniciativas têm despontado para a solidificação da legitimação da Ciência Espírita. Um desses eventos, envolvendo todo o país (publicado na edição nº 315 de novembro de 2001 do Jornal Espírita – Órgão da Federação Espírita do Estado de São Paulo, com 25 anos de existência) ocorreu no dia 29 de setembro de 2001, no Instituto de Cultura Espírita, no Rio de Janeiro. Tratou-se do I Concurso de Monografias das Mocidades Espíritas do Brasil – Projeto Renascer. O 2º e o 1º lugares, respectivamente, foram conferidos aos trabalhos “Os Militares Espíritas nas forças armadas” e “Em defesa de um Teatro Espírita”.

         Três trabalhos receberam menção honrosa. Foram trabalhos de encerramento de curso universitário, defendidos perante uma comissão acadêmica, em ambiente não espírita. Os temas tratados foram:

1.     “Espiritismo – Obra de Educação? Uma perspectiva Sociológica”, de Alexandre Ramos de Azevedo, apresentada no Curso de Pedagogia, da Faculdade de Educação, Centro de Educação e Humanidades da UERJ;

2.     “A Psicografia como fenômeno de Comunicação”, de Leonardo Leopoldo Costa Coelho, Leonardo Luiz Abreu, Letícia Almeida de Lima Bernardes e Renata Maria Resende Duarte, apresentada no Departamento de Comunicação Social da PUC de Belo Horizonte, Minas Gerais;

3.     “Doenças e Curas na Perspectiva da Medicina do Espírito”, de Márcia aparecida Lopes Amorim Silva, apresentada no Instituto de História da Universidade Federal de Uberlândia em Minas Gerais.

Concluiu-se que os temas apresentados abordaram aspectos científicos, filosóficos e doutrinários, desenvolvidos com clareza e profundidade, trazendo contribuições relevantes ao Movimento Espírita Brasileiro.

Observa-se que cada vez mais, no meio acadêmico e científico formal, surgem mais e mais teses de inspiração Espírita, corroborando a legitimidade da Ciência Espírita. Outra contribuição importante e recente foi a da psicóloga clínica Ercília Zilli. Mestre pelo programa de ciências da Religião pela PUC de São Paulo, e presidente da ABRAPE (Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas), publicou recentemente o livro O Espírito em Terapia – Hereditariedade, Destino e Fé, originalmente uma dissertação apresentada à banca examinadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com aprovação agraciada com nota máxima.

         O trabalho consiste – segundo palavras da própria autora (Zilli, 2001) – “no estudo da psicologia szondiana no que se refere à hereditariedade, destino e fé, comparando-a com os dados da Doutrina Espírita, contidos nas obras psicografadas de um Autor Espiritual, André Luiz, destacando entre eles, o livro Evolução em dois mundos. Nossa hipótese de trabalho sugere a existência de diferenças entre as duas posições, bem como supõe convergência e até complementaridade entre ambas, que podem resultar em um novo caminho de psicoterapia, ao qual denominamos de Psicologia da Fé …” (grifos meus).

         Outro autor que merece destaque na ciência Espírita é Núbor Facure. Membro da Associação Médico-Espírita de São Paulo e do Brasil, formou-se pela Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, em Uberaba. Fez especialização em Neurologia e Neurocirurgia no hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Lecionou na Faculdade de Medicina de Campinas – UNICAMP – durante 30 anos, onde fez doutorado, livre-docência e tornou-se professor titular. Em seu livro Muito além dos neurônios – conferências e entrevistas sobre mente e Espírito – encontramos diversos textos muito bem articulados sobre os Novos paradigmas da Medicina, a conquista do Corpo e da Mente, Inteligência e Comportamento Emocional, Neurônios e atividades do corpo e do espírito, etc.

         Não pode ser esquecida a contribuição de Carlos Toledo Rizzini, que entre várias obras, publicou o livro “Psicologia e Espiritismo”. Rizzini formou-se em medicina em 1947, pela Faculdade de Ciências Médicas do Rio de Janeiro. Dedicou-se depois à Botânica, firmando-se como importante cientista moderno. Faleceu em 3 de outubro de 1992, um ano após a publicação do livro citado.

         Um trabalho deve ser destacado pela sua impressionante perspicácia e inteligência. Trata-se do estudo promovido pelo Bacharel em Ciências Estatísticas, Djalma Motta Argollo. Em seu livro Possibilidades Evolutivas, entre outras coisas, Argollo faz uma intersecção entre Física e Espiritismo, com informações científicas bastante atualizadas; além disso, o autor foi eficaz pelo pioneirismo de aplicar o raciocínio matemático à compreensão dos postulados Espíritas, em seu dinamismo conceptual.

         Hernani Guimarães Andrade, provavelmente é um dos maiores nomes da Parapsicologia Moderna e da ciência Espírita. Com formação em Engenharia, fundou o Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas. Elaborou a teoria do Modelo Organizador Biológico (MOB), e realizou pesquisas teóricas sobre Psicobiofísica através de modelos matemáticos, pesquisas de laboratório, etc., visando detectar o campo biomagnético do corpo e o efeito Kirlian.

         Por fim, merece ser citado o professor Sérgio Felipe de Oliveira, Médico Psiquiatra e Mestre pela USP. Membro e um dos dirigentes da Associação Brasileira de Médicos Espíritas e também fundador do Instituto Pineal-Mind, onde realiza trabalhos de pesquisa sobre a glândula pineal, e a sua função na expressão do comportamento espiritual. Sua tese de mestrado foi sobre a glândula pineal. No Pineal-Mind ele também realiza atendimento clínico e coordenou durante alguns anos, o curso de Pós-Graduação Lato-Sensu “Bases Biofísicas e Epistemológicas da Integração Cérebro-Mente-Corpo-Espírito”, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP).

         Essa dissertação é baseada na monografia “Estudos Iniciáticos de Psicologia Espírita – Reflexões Históricas, Filosóficas, Científicas e Religiosas”, de minha própria autoria, entregue após eu ter finalizado o curso do professor Sérgio Felipe, que foi inclusive, o orientador do meu trabalho de pesquisa. Espero dessa forma, também oferecer a minha contribuição ao progresso da Ciência Espírita, através do estudo profundo, sistemático e consistente da Alma Humana. Que esse trabalho possa abrir novos caminhos de pesquisa àqueles que objetivarem a pesquisa das interconexões entre a ciência da Alma Humana – a Psicologia – e a Doutrina dos Espíritos.

AGRADECIMENTOS

         Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a DEUS, pela maneira como ele me forneceu Inspiração e Providência para a conclusão desse trabalho. Diante de sua ação, só posso promulgar uma fé que não cessa de crescer a cada dia, acompanhado pelo Amor que Ele me desperta e pela confiança inabalável em seu acolhimento. Agradeço a DEUS o privilégio que me concede, a cada dia, de poder acessar sempre mais uma faceta sutil de sua Onipresença Transcendental.

         Agradeço aos meus pais, por terem sido o veículo de Deus para a formação de minha conduta vital, nessa encarnação. O amor e a conduta moral deles são os modelos positivos de minha própria conduta, sem os quais eu não seria quem hoje eu sou. Aqui, também lembro do meu querido irmão, que me anima em espírito de otimismo e perseverança.

         Agradeço ao Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, orientador dessa monografia, cuja atuação como mestre e professor, com suas lições tão profundas, influenciou construtivamente um novo caminho de possibilidades ao meu desenvolvimento pessoal e espiritual. A sua importância nesse contexto excedeu, em muito, o seu próprio papel de professor, num nível desconhecido por ele mesmo, e para o qual me fogem todas as palavras de gratidão e satisfação.

         Agradeço aos Espíritos Amigos Desencarnados, que cumpriram um importante e fundamental papel na conclusão desse trabalho.

         Agradeço aos meus amigos encarnados que me apoiaram, e mesmo os que desacreditaram, pois o ceticismo destes apenas me incentivou a desenvolver um trabalho ainda mais rigoroso, aumentando a minha convicção na bondade de Deus.

         Agradeço a Jesus, por quem tenho máxima admiração. O seu exemplo de Amor, fé e persistência é um grande elemento de identificação, ao qual eu saúdo.

 Frases e Citações

“A mais bela e profunda emoção que podemos ter é a sensação de mistério. Ela é a semeadora de toda verdadeira ciência. O indivíduo a quem é estranha essa emoção, que não mais se maravilha e fica arrebatado de espanto, está praticamente morto. Saber que existe aquilo que é impenetrável para nós, manifestando-se como a mais alta sabedoria e a mais radiante beleza, que nossas débeis faculdades podem compreender somente em suas formas primitivas – esse conhecimento, esse sentimento, está no cerne da verdadeira religiosidade”.

Albert Einstein

  “Só uma vida vivida dentro de um determinado espírito é digna de ser vivida. É um fato estranho que uma vida vivida apenas pelo ego em geral é uma vida sombria, não só para a pessoa em si, como para aquelas que a cercam. A plenitude de vida exige muito mais do que apenas um eu; ela tem necessidade de um espírito, isto é, de um complexo independente e superior, porque é manifestamente o único que se acha em condições de dar uma expressão vital a todas aquelas virtualidade psíquicas que estão fora do alcance da consciência do eu”.

C. G. Jung

Estudos Iniciáticos de Psicologia Espírita

(Reflexões Históricas, Filosóficas, Científicas e Religiosas)

 

O objetivo desse trabalho é contribuir com uma reflexão sobre as possibilidades de inter-conexão entre a Psicologia e o Espiritismo. Os questionamentos que motivam esse esforço dizem respeito à possibilidade de elaboração teórica e prática de uma Psicologia Espírita, e englobam a sua fundamentação, seus conceitos e seus (pré-) requisitos. A lista de temas abordados, segue abaixo:

1.     História da Psicologia

2.     A Primeira Grande Força na Psicologia – a Psicologia Comportamental ou o Behaviorismo

  • O Paradoxo da Primeira Grande Força

3.     As contribuições da Segunda Grande Força na Psicologia: A Psicanálise ou a Psicologia do Inconsciente

  • Resumo da teoria Psicanalítica
  • Contextualizando a importância da Psicanálise nesse estudo
  • Psicologia e Gnose – do misticismo à Psicanálise e a Psicologia do Inconsciente

4.    As contribuições da Terceira Grande Força: a Psicologia Humanista

  • Resumo Teórico da Psicologia Humanista

5.     As Contribuições da Quarta Grande Força: a Psicologia Transpessoal

6.     A Psicologia Espírita e Conceitos Básicos de Espiritismo

  • Alguns aspectos da constituição física e espiritual do homem
  • Os chacras no Hinduísmo ou Centros Vitais no Espiritismo

7.     Espiritismo e Ciência

8.     Física, Psicologia e Espiritismo

9.   Conseqüências dos Avanços da Física na Filosofia: O Novo Paradigma Holístico

  • Filosofia Holística e Paradigma Holístico
  • Prolegômenos

10.            Noções Gerais da Relação Cérebro-Mente-Corpo-Espírito: Psicobiofísica e Saber Espírita

13.            Tópicos Avançados em Psicologia Espírita

  • Energia Psíquica e Espiritual e Matematização da Energia Espiritual (ou Psíquica)
  • Prática Clínica em Psicologia Espírita
  • Religiosidade, Saúde e Curas Espirituais
  • Psicobiofísica, Patologias e Mecanismos de Alternância Psicossomática

14.   Conclusão

15. Referências Bibliográficas

(continua…)

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